domingo, 25 de setembro de 2011

Sem amor eu nada seria

Julgava que não conseguiria viver sem tantas coisas, mas agora vejo: sem amor eu não viveria. O amor da minha família, dos meus amigos, de Deus, o amor pela vida. Desde que fosse amor e que fosse recíproco. Ninguém vive feliz sozinho. Ninguém vive sozinho sorrindo. Ninguém é tão forte a ponto de nunca precisar de um abraço. E dói ser sozinho, dói não ter alguém completando suas frases tortas, desentortando suas frases incompletas. Dói como uma navalha quando corta a pele e sangra, como se o sangue brotasse do nada, como se brotasse sem fim.
Difícil é quando uma das partes não quer ceder: é sempre assim. Um quer e o outro não. E não enxergam que um dos dois, pra felicidade de ambos, deve ceder. Infelizmente aconteceu comigo. Eu tinha que ceder em todos os sentidos e ele não. Eu era a vítima aos olhos de todos e a vilã, aos olhos dele. E o amor não nos completava. E se era recíproco eu não sei. Nem ao menos sei se era verdadeiro. Pra ele nunca foi, pra mim ainda é. Em mim dói como se não houvesse um fim.

- Pára de doer, coração partido.

17 de Janeiro de 2011.

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