E era tão simples: ligava a câmera e começava o ritual que incluía sorrisos falsos, dedinhos na bochecha e uma maquiagem levemente carregada. O som deveria estar ligado pra inspirar as legendas que ela colocaria. Tentou ouvir um blues, um gênero diferente, mas não soube explicar o porquê de colocar somente aquela música que a fazia lembrar do seu amor. Por outro instante imaginou se estivesse sozinha num quarto iluminado com aquelas lâmpadas que a sufocavam e uma câmera ligada o dia todo. O que ela faria? Será que os sorrisos falsos durariam tanto?
O que ninguém sabe é que por trás de todas aquelas fotografias coloridas há uma pessoa que não é totalmente feliz, que não é totalmente falsa, que existe uma pessoa que tem seus problemas como todos têm. Ninguém sabe a dor que ela carrega nem as dúvidas, as culpas, as curiosidades. Ninguém imagina que ali existe uma pessoa sozinha e ao mesmo tempo, rodeada de pessoas. Será que as pessoas que estão ao lado dela realmente gostam dela ou das fotografias?
O sorriso que tem naquele retrato é o mesmo do dia em que ela conheceu alguém verdadeiramente especial. Mas e ele se importa? Você acha mesmo que ele reconheceria se aquele é um sorriso falso ou se é verdadeiro? – Acho que não, não mesmo.
Aqueles retratos na parede não querem dizer nada, mas dizem mesmo assim. Basta saber decifrar os teus códigos.
Diga ‘xis’.
17 de Novembro de 2010

Adorei esse post, pois ele diz a realidade de todo mundo.Podemos estar com o maior sorriso, mas ninguem ou quase ninguem sabe o que se passa dentro da gente.As vezes pode ser tristezas, alegrias, ou ate mesmo coisas futeis, mas na maioria das vezes não demonstramos em uma fotografia ou sorriso o que realmente estamos sentindo!
ResponderExcluirConcordo viu. Ninguém sabe o que se passa por trás dos 'sorrisos falsos'. Nem sempre um sorriso quer dizer alegria.
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