Guardei em uma caixa todas as minhas considerações a respeito da dor junto com todos os pedaços de mim que se partiram durante esses anos em que estive a caminhar em busca do amor. Guardei num lugar que não me lembrasse onde, porém eu a via reluzindo em minha direção: a tal caixa da dor. Quis a todo custo esquecer os motivos pelos quais eu tenho chorado tanto.
Durante minha caminhada eu me recordei de alguns momentos postos naquela caixa: da dor de perder alguém especial, a dor do primeiro amor não correspondido, a dor física, enfim. E lembrei que todas essas dores, por mais que tenham doído, passaram. E que essas dores que hoje sinto passariam também, que eu as guardaria numa caixa lacrada sem planos de um dia abrir.
Em dias de tédio como esse eu abro essa caixa e bate aquela nostalgia, aquela pergunta que insiste em não calar: ‘O que eu poderia ter feito pra amenizar todo esse sofrimento?’ – Talvez deixando de acreditar tão fácil nas pessoas, deixar de ser tão impulsiva, como tenho sido. Quem sabe assim as feridas se cicatrizem, o tédio passe e essa caixa seja totalmente esquecida numa das gavetas desse armário.
28.08.2010
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