Tenho que admitir que tenho andado meio afastada de todos, até dos meus amigos de verdade. Tenho alguns problemas que somente eu posso resolver. Na verdade nem diria que são ‘problemas’, seriam apenas ‘confusões’ que têm acontecido e coisas que em diversas vezes eu não sei como resolver.
Ainda tenho coisas do passado pendentes, necessitando que eu as resolva ou que eu as esqueça de vez. A maioria delas se resume a uma única pessoa (que sou eu). São problemas gerados em minha cabeça, que confundem ainda mais o meu coração.
Tento programar minha vida assim como programo minhas saídas de fim de semana, sem perceber que isso não é tão possível, que há imprevistos em qualquer lugar, em qualquer rumo que eu decidir seguir.
Confesso que estive pensando na hipótese de mudar de cidade, de mudar radicalmente todos os meus hábitos até perceber que nada disso adiantaria, que meus problemas ou dúvidas serão sempre meus, sempre minhas companhias aonde quer que eu vá, que meus problemas serão resolvidos com o passar dos dias e não num piscar de olhos. Tem coisas que eu vou aprendendo, outras reaprendendo a cada dia. E eu me sinto muito feliz a cada vez que os resolvo.
Tudo que eu tentei esquecer (e as que eu esqueci) tudo vem à tona em meus sonhos (ou pesadelos), é como se não saísse da minha mente. Um amigo me disse que ‘são mágoas que precisam ser enterradas num lugar que eu jamais volte a freqüentar’ e eu concordo nisso tudo. Mas em qual lugar eu enterraria um amor mal resolvido? Em que lugar eu enterraria meus amigos-falsos?Teria lugar suficiente para enterrar todos eles? Pois são muitos, e são muitos os que se dizem meus amigos ainda, mesmo que eu já tenha deixado claro que não são. Vai saber o porquê disso tudo, talvez tenha adquirido certo amor em serem meus amigos-falsos pro resto da vida.
Já escrevi certas vezes sobre as pessoas que me cercam e sobre o pavor que tenho de algumas. Tem certas pessoas que devemos ter sempre o controle sobre elas, mesmo que não a tenhamos em nosso círculo de ‘best friends forever’, mas que de certa forma precisamos ter uma visão do que elas fazem. Tipo ‘conhecer melhor o inimigo’ e saber quais maldades eles podem vir a cometer contra mim. Preciso me defender e evitar que me machuque ainda mais, e eu tenho alguns ‘escolhidos’, ou eles é que me escolheram? Vai saber.
Sinceramente eu me sinto muito mal em conviver com algumas pessoas apenas por obrigação, mas por mais que algumas pessoas mereçam eu também não consigo maltratá-las ou ser totalmente indiferentes a elas. Talvez eu tenha um coração bonzinho batendo aqui dentro de mim, um coraçãozinho bobo que se maltrata ao invés de fazer isso com um outro alguém. Tenho tentado exercitar um pouco a minha paciência, agir de uma forma correta e tentar ser menos impulsiva nas minhas amizades, ter cautela nas escolhas de ‘com quem vou andar e com quem vou me relacionar’.
Há amigos que são da família, e eles sabem disso. Dizem que ‘amigos são a família que podemos escolher’ e isso é muito bom, é válido demais. E esses amigos compreenderão todas as minhas escolhas, mesmo que eu não compreenda as deles, é difícil viver longe e é difícil estar como estou.
Já prometi nem mais programar nada. Apenas viver.
10.08.2010
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