domingo, 25 de setembro de 2011

Diálogo

-Isso é sobre mim e sobre o amor que eu carrego. É sobre mim e tudo o que eu vivo em aflição.
- Por que tanta aflição? O que eu te fiz de tão ruim?
Basta olhar em meus olhos e saberá. Provavelmente eu te amarei pra sempre, mas não quero que isso doa, não quero ter que passar pela vida aos prantos. Nunca pareceu que você realmente se importou comigo enquanto eu chorava.
Olhe ao seu redor, olhe como a grama está verde e como os pássaros cantam… Ouça o som que vem das árvores e saberá o que é estar apaixonado, o quanto é bom.
- Eu deveria dizer algo? Eu posso te amar, eu sei.
Não, não pode. Não peço que me ame, não posso fingir que acreditaria no seu amor. Não posso sofrer vendo você correr atrás de felicidade instantânea. O que eu quero é estar com alguém que esteja comigo nos momentos de dor, de alegria, de festa ou de fracasso. Não quero um simples amor, quero algo que você jamais poderá dar.
- Então, quer dizer, você balança ao me ver. É fato. Mas eu sinto muito, querida.
Balanço, mas isso não significa cair ou me rebaixar. Eu sei manter os pés no chão. Posso carregar esse amor comigo, mas eu prefiro que um outro alguém ocupe esse espaço que um dia foi seu. Não se ama somente uma vez, isso eu sei.
- Mas não se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo, e se é amor de verdade não acabará tão cedo.
E quem disse que é de verdade?! Vai que não é. Talvez seja só aflição.
[...]

12.08.2010

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