Eu sei como é sentir aquele nó enorme na garganta, que te sufoca, até que você cede e chora. Eu sei bem o que é se sentir sozinha, sem ter com quem contar. Você me deixou justo quando eu mais precisei de você, do teu colo, da sua amizade e das suas palavras de carinho. Foi você o culpado de todas as lágrimas que molhavam o meu travesseiro e que transbordavam a cada piscar de meus olhos. Culpado por todo aquele sofrimento, toda aquela dor que não passava, mas hoje eu sei quem você é, sei das tuas mentiras, da tua falsidade e de todas as coisas que você disse e fez, pra de alguma forma de culpar por tudo. E agora eu estou muito melhor, muito melhor sem você.
Não é tanto pelo medo de ficar sozinha, é o medo de nunca ser amada por alguém que eu amar. Ter aquela sensação ruim de que as coisas não estão andando bem, que somente eu é que estou doando tudo que tenho e o outro não, que está apenas me repassando migalhas de uma porção de pessoas que passaram por sua vida. Eu não quero restos de amor compartilhados em tantos lábios, eu não quero beijos que já tocaram em tantos outros lábios ou em lábios mais especiais que os meus. Não, eu não quero passar a vida inteira sentindo falta da essência do verdadeiro amor. Quero que as coisas aconteçam rápido e não me sinto culpada por isso. Apenas sinto que deve ser assim, que deve ser vivido tudo que eu imaginar e tudo que vier à mente.
E dali ela resolveu partir, levando teu amor no coração e em todas as partes do seu corpo.
29 de Janeiro de 2011.
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