domingo, 25 de setembro de 2011

Cumplicidade

Eu queria que você segurasse em minhas mãos nesse momento, que me livrasse dessas minhas preocupações, me orientasse por qual caminho seguir. Olhe bem, meu amor, eu só precisava das tuas mãos sobre as minhas acariciando-as de uma forma suave, que me trouxesse serenidade, me transmitisse paz e euforia. E por um momento entregar as chaves do meu coração ao qual você prometeu tomar conta, regar as flores que nascessem lá e protege-lo de todas as pessoas que quisessem feri-lo. Você prometeu que cuidaria dele e agora quero, preciso que cumpra, meu bem. Sinto que meu coração não durará muito tempo, que a qualquer momento ele pode parar de bater se você não estiver velando o meu sono. Tenho medo de partir e deixar você aqui, sozinho. Tenho medo que você resolva partir e me deixar, sozinha. Por que isso que eu estou sentindo não deve ser vivido sozinha, deve ser compartilhado contigo. Deve ser vivido durante todos os poucos minutos que restarem de nossos dias, nas folgas de final de semana ou nas férias de todos, menos de nós mesmos. Queria navegar nesse teu mar, colher as estrelas que habitam no teu céu e te cobrir de peixinhos dourados, que nadam sem sair de perto de você, que cuidariam de você quando eu estivesse muito ocupada buscando alimento pra você. Pra que você não morresse de fome, eu o alimentaria com meus beijos, te cobriria de amor até que doesse ou que não mais existisse a dor. Eu escolheria viver com você pra sempre se esse ‘pra sempre’ fosse infinito. Eu prometeria amor eterno mesmo que você não fosse eterno, mesmo que esse sentimento não desabroche em você como desabrochou em mim.
E eu sinto que isso não pode me fazer mal, que não pode te fazer mal. Que isso que eu sinto é tão generoso que só penso em estar ao teu lado te guiando quando você não mais souber o caminho do meu paraíso. Vivo pensando em você, te vendo em todos os rostos que passam por mim, buscando teu olhar nos olhos que eu vejo. Querendo você toda hora, mesmo quando está cansadinho de mim, com soninho e com vontade de ir embora. Vem, deixe que eu descubra os teus segredos enquanto você tenta decifrar os meus códigos. Vem.

12 de Dezembro de 2010, 20:30.


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