Trago comigo uma vontade louca de saber quem eu sou, o que eu realmente quero e se tudo isso que tenho feito vai valer a pena no futuro. Confesso que não tem sido fácil enfrentar tantos problemas, tantas coisas que eu nem sei como adquiri. Fiz alguns planos, algumas promessas (quebrei algumas) e alguns pactos com o meu próprio destino. Escolhi as pessoas certas para estarem comigo, pra compartilhar tudo que eu pudesse oferecer, todas as mudanças que fossem acontecer e tudo que eu pudesse contar. Escolhi ter amigos que realmente fossem amigos, que não fossem somente ‘colegas’. Já sofri tantas decepções que não me imaginaria sofrendo tudo de novo. Sabe, na verdade o que eu trago comigo é medo, muito medo. Medo de viver, medo de morrer, medo de não saber quem eu sou, e de um dia duvidar se sou de verdade ou não.
As dores que trago comigo não são somente dores físicas. São dores mentais, sentimentais, coisas de carne, coisas de alma. Eu tentei dar um jeito me apegando em outras coisas que nem mesmo costumava acreditar que existissem. Passei um tempo me julgando a pessoa mais errada do mundo, sem saber o que realmente era certo. Eu quis tantas coisas que me esqueci de cuidar das coisas que eu já tinha. Por medo de não ganhar mais nada da vida eu perdi tudo que já tinha conquistado, e ganhei mais uma carga de medo acompanhada de um pouco de culpa. Culpa por não ter todas essas respostas.
Eu só queria passar uma imagem legal às pessoas. Quis não confundi-las, não aborrece-las, não provoca-las, e nisso tudo eu esqueci dos meus próprios sentimentos, das coisas que eu não quis fazer comigo, e de tudo que as pessoas poderiam me fazer: da forma que elas iam me julgar. Quis não pensar muito, não desistir das coisas que eu acreditava, mas uma pergunta vinha à tona todas as vezes que eu pensava nisso: ‘No que eu acredito?’ – Eu não sabia responder.
22.08.2010
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sua opinião é muito importante :)